Listar tendências em experience design do ano nunca é uma tarefa simples, mas olhar pra elas é um passo fundamental antes de qualquer planejamento.
A lista abaixo é fruto das nossas experiências pelo mundo, imersões em festivais e constante pesquisa em reports globais – sempre com o cuidado de entender o que nos cabe no diverso contexto brasileiro.
“É coolhunting”, como jovens tem se esforçado pra reviver no TikTok…
1. Bebidas sem álcool como um must have
Muita coisa mudou desde que falamos sobre a tendência dos sober curious.
Quando 64% dos adultos brasileiros afirmam não beber em 2025, a gente sabe que a tendência é mais do que hype.
Seja pelo bem-estar, pela religião, pelo custo ou mounjaro… É fato que o brasileiro está consumindo menos bebida alcoólica.
Ou ainda mais relevante, consumindo cada vez mais bebidas sem álcool.
O movimento começa nos mocktails e não para por aí.
Se já éramos um país cervejeiro, agora somos também o segundo que mais consome cervejas sem álcool no mundo.
O resultado é uma transformação não apenas na forma como vivemos os eventos, mas na maneira como os desenhamos. Daí as raves matinais que seguem crescendo mundo afora.
2. A evolução do LED e dos drones nas experiências imersivas
Experiências recentes como a Sphere e os bares com transmissão esportiva imersiva impulsionaram a ideia do painel de LED para outro nível.
Agora é a vez do Kinect LED, painéis modulares com movimentos em 3D, ganharem mais espaço. A tendência cresceu nos eventos gringos, mas já chegou por aqui – como no CONARH em 2025.
Já para os drones, os shows sincronizados já não são mais exclusivos aos chineses.
Há poucos dias vimos o ano começar com o show de drones no show do Alok em Copacabana. Já os americanos encerraram 2025 com uma super experiência com drones em Vegas no lançamento de Stranger Things.
E se for pra inovar mesmo nas tendências em 2026, por que não apostar também nos LEDs transparentes carregados por drones?
3. Todo mundo quer ter uma fragrância única
E não é só sobre a sobreposição de perfumes que tem viralizado.
Perdemos as contas de quantas lojas de personalização de perfumes vimos ao andarmos por Seul, Xangai e Estocolmo no ano passado.
E a tendência já chegou nas experiências de marca. Em Cannes, a Amazon promoveu o Fragrance Lab, com uma IA que ajuda a criar fórmulas exclusivas para cada participante.
Ainda que não esteja tão bombado por aqui, há experiências pioneiras. A Boticário, por exemplo, tem seu Scent Lab (que já testamos e curtimos!).
4. Futebol feminino em alta
É esperado que o esporte vire pauta e esteja na planilha de investimento das marcas em ano de Copa do Mundo da FIFA.
Mas um recorte fundamental pra pensar experiências esportivas em 2026 é o das categorias femininas. Só no ano passado, elas movimentaram R$13,3 bilhões em receitas.
Se em 2020 o Guaraná Antártica estampava outros patrocinadores do futebol feminino nas suas latas como incentivo, hoje o Brasil já está 10 vezes mais interessado pelo futebol feminino do que há uma década. E esse é um movimento global.
Vimos o tema crescer em palestra do SXSW (disponível pra ver aqui), Rio2C, Rio Innovation Week e tantos outros eventos que estivemos.
O Ifood patrocinará todas as Seleções Brasileiras — masculina e feminina, profissionais e de base.
Uma pesquisa também aponta que fãs de categorias femininas estão 4,7% mais receptivos às marcas parceiras que os demais.
E o movimento se torna ainda mais relevante considerando que o Brasil será a sede da Copa do Mundo Feminina FIFA em 2027. Promete.
5. Experiências são o novo luxo
Essa não é uma novidade, mas é certamente uma tendência em ascensão.
O investimento dos super-ricos agora é outro: reduzem os produtos, valorizam-se os serviços – incluindo as experiências exclusivas.
Seguindo o exemplo dos esportes, é o que explica os valores das experiências que chegam a custar mais de 40 salários mínimos no GP de Fórmula 1 em São Paulo. Ou o aumento de mais de 100% no ingresso do Super Bowl nos últimos anos.
Para a diferenciação das elites, em tempos de réplicas cada vez mais fiéis, viver algo que não pode ser reproduzido ou revendido tornou-se o verdadeiro luxo (alguém aí pensou em experiências?).
Uma boa pauta pra pra sentar com o antropólogo dos ricos, Michel Alcoforado, e ficar a tarde toda conversando.
Qual tendência você acredita que vai redesenhar as experiências em 2026? Conta para gente por mensagem no Instagram, vamos adorar saber!