Descrição da imagem: Nanda Miranda compartilha insights pós-SXSW no encontro especial da comunidade

Como construir uma comunidade engajada

Desde quando criamos a marca øclb, comunidade é um dos nossos principais pilares. Acreditamos naquele provérbio:

“Se você quer ir rápido, vá sozinho. Se quer ir longe, vá acompanhado”. 

Por isso, a comunidade øclb é um dos nossos maiores motivos de orgulho e gratidão. Construímos uma verdadeira rede de apoio, networking, trocas e aprendizados.

Se você pensa em começar uma comunidade também, fica a dica: mantê-la engajada, moderar e zelar pelas suas regras, atender dúvidas e pedidos… tudo isso é um trabalho diário.  

No final do ano passado, fomos convidados pelo time do festival Hostel By RD Summit para uma palestra em que compartilhamos aprendizados valiosos que tivemos nesses últimos 4 anos de øclb comunidade. 

Na cápsula de hoje, vamos usar nossa própria experiência pra te contar 5 insights para gestores de comunidade. Bora?

Nanda Miranda compartilha insights pós-SXSW no encontro especial da comunidade

1 – Conheça (muito) bem a sua comunidade

O primeiro passo é conhecer toda essa galera que topou fazer parte da sua comunidade. E pra isso, é preciso fazer pesquisa e coletar dados o tempo todo

Fazemos uma espécie de “censo” com todos os novos membros, pra saber não apenas informações demográficas como também comportamentais.

O resultado nos faz partir pra ação. Por exemplo, se observamos que nossa comunidade não está tão diversa quanto gostaríamos, fazemos campanhas afirmativas e o orientamos bolsas para grupos específicos, tudo pra desenvolver uma comunidade mais plural e principalmente ouvir o ponto de vista de quem tem lugar de fala. Todo mundo cresce!

E como falamos, a pesquisa é contínua. Usamos NPS (uma metodologia de satisfação do cliente) pra descobrir quais são as pessoas mais engajadas, as que lêem nossos emails, quem está há mais tempo com a gente e participa ativamente dos nossos encontros, além de acompanharmos as discussões da galera. 

2 – Dê palco pra comunidade

Em palestra no SXSW, Victorie Cogevina (CEO e cofundadora da plataforma Gloria Football), disse que as comunidades são sobre o sentimento de ser visto e pertencer: “as comunidades devem ser a casa das pessoas no ambiente online”.

E nós não poderíamos concordar mais!

A gente sabe que essa sensação de fazer parte de algo e ter afinidades em comum com um grupo de pessoas é empolgante, e é o que rege as comunidades. As pessoas realmente ficam felizes em poder mostrar o que sabem, em trocar conhecimentos e experiências, ajudar uns aos outros.

Por isso, é importante incentivar a participação da galera, promover aqueles 5 (ou 50) minutos de fama.

Uma forma de fazer isso é dar visibilidade para seus projetos, seja com um convite pra uma apresentação em uma live, criar conteúdos a partir das suas dicas (com créditos, claro!) e interagir a todo momento. Todo mundo tem algo pra contribuir e somar. Concorda?

3 – Crie um rito de passagem

Naturalmente, quem está entrando em um novo ambiente precisa ser acolhido. Por isso, a recepção que você vai dar aos novos membros faz toda a diferença! É o tal do “a primeira impressão é a que fica”.

No øclb, produzimos um encontro especial de boas-vindas, pra quebrar o clima e gerar proximidade.

Mas pra fazer com que esse relacionamento flua bem ao longo prazo, também é importante estabelecer regras. É como chegar em um Airbnb e se deparar com os avisos: não fume, não ligue o som alto depois das 22h etc.

Deixe claro quais são os proibidos do grupo e indique o comportamento que você espera que um participante da comunidade compartilhe (por ex, em nosso grupo não é permitido mensagens de áudio). 

Defina os combinados desde o primeiro contato e deixe aberto um canal pra que eles possam recorrer caso tenham qualquer dúvida.

4 – Pratique a autoridade generosa

Já ouviu falar em “autoridade generosa”? É o ato de reconhecer e exercer o poder que você tem como anfitrião, proporcionando encontros e trocas que não aconteceriam sem a sua interferência.

Quem bate muito nessa tecla é a Priya Parker, que diz que o pior tipo de anfitrião é aquele blasé, que deixa seus convidados “soltos” em um evento, esperando que as interações aconteçam de forma livre e espontânea.

Por isso, sempre que possível, dê aquele “empurrãozinho”. Alguém fez uma pergunta na comunidade que você não sabe responder? Ótima oportunidade pra marcar aquele outro membro que é especialista no assunto e pedir a opinião dele.

Pense que você é como uma ponte. Esteja lá pra criar essas conexões.

Pra que seu trabalho seja mais efetivo, é importante voltar lá pro ponto 1: “conheça bem a sua comunidade”. Saiba quem pode contribuir em cada área de conhecimento e promova essa troca.

5 – Pense a longo prazo

Uma comunidade funciona 24/7, é uma dedicação quase que full-time. Você vai ter equipe pra atender toda essa galera ávida por conversar, compartilhar, trocar?

O próprio New York Times falou recentemente sobre as tretas que levaram ao encerramento de uma comunidade que eles mesmos criaram. Entre muitos erros, o principal foi o fato de não a encarar como uma prestação de serviço, que demanda tempo, atenção e direcionamento.

Lembra do Tamagoshi? (alô millennials!) aquele bichinho pequeno que a gente alimentava todo dia, se dedicava, e ele ia crescendo cada vez mais? Então, uma comunidade funciona assim: vai aumentando, se transformando e evoluindo com o tempo. 

Esse acompanhamento é contínuo. É diferente de um curso online: que tem seu começo, meio e fim. Pra ter uma comunidade engajada, autêntica e original, você precisa ter uma visão a longo prazo.

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