Pra além do conceito: a aspiração das criptomoedas

As negociações exorbitantes em NFT reacenderam a discussão em torno das criptomoedas. 

No øclb, sempre debatemos os temas do momento junto com a nossa comunidade. Além das conversas diárias que rolam no grupo, produzimos mensalmente a live øclb Inside, um momento para a comunidade compartilhar experiências, trocar informações e aprofundar o conhecimento.

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Você abre a geladeira e encontra um NFT dentro

Você provavelmente já deve ter sido impactado por alguma notícia sobre NFT, né? A Havaianas apostando nessa nova forma de vender, memes negociados por valores gigantescos, mansões que só existem virtualmente, artistas que foram precursores, e até o sanduíche de queijo que a galera do Fyre Festival recebeu virou um NFT também.

Se você ainda não entende muito bem o que é esse novo token, nós produzimos uma cápsula especial com tudo que você precisa saber para trilhar os primeiros passos sobre NFTs: o que é, pra que serve, exemplos de quem já investe etc. 

Na leitura a seguir, compartilhamos  um resumo com os insights e aprendizados que colhemos durante o encontro sobre NFTs que fizemos com a presença ilustre da Catarina Papa, da agência Rito, que nos deu uma aula sobre criptomedas, blockchain e as aplicações que essas tecnologias representam para o futuro da Internet.

Mais que uma moeda, uma revolução digital

A Bitcoin surge no final de 2008, em uma conjuntura de crise econômica mundial e forte questionamento sobre o sistema econômico tradicional.

Sem entrar em detalhes, o Bitcoin propôs uma forma de dinheiro totalmente digital, não emitido por nenhum governo ou regulamentado por uma instituição financeira, e que tem seu valor determinado pelos indivíduos que atuam nesse mercado. 

Ninguém sabe quem criou o Bitcoin. Só se sabe um nome, Satoshi Nakamoto, que muitos acreditam ser o pseudônimo para o grupo de programadores que criaram a moeda.  

Esse anonimato foi fundamental para que a moeda fosse inicialmente adotada, já que por natureza ela não é intermediada por bancos, governos ou qualquer pessoa conhecida. 

Além disso, o Bitcoin é finito. Apesar de “minerada”, existe uma quantia limitada, definida no momento da sua origem, e que tem também prazo para acabar (estimado pra  2140!).

Em um momento favorável pra chegada dessa nova moeda descentralizada, foi como se a sociedade pudesse dizer: “existe a possibilidade de assumir o controle sobre o próprio dinheiro, sem depender de bancos ou governos”. 

Por isso, em sua essência, o Bitcoin é também um ato político, uma forma de subverter a lógica imposta pela economia mundial, que pouco mudou nos últimos mil anos. 

E olha que o Bitcoin foi só o início…  O pontapé pro aparecimento de outras moedas digitais que temos hoje em dia: como o Ethereum (considerada a versão 2.0 do Bitcoin), XRP, Litecoin, EOS, Dodgecoin…e por aí vai.  

A verdade é que nós não estamos acostumados a questionar o porquê do nosso dinheiro estar no banco. Essa terceirização da administração financeira da nossa vida é algo já enraizado.

E mudar o que já é considerado a fórmula do bolo pode assustar, né?

Mas assim como as criptomoedas representam uma liberdade, também existe o fator alerta. É aquela coisa: com grandes poderes surgem grandes responsabilidades.

O negócio é o seguinte: usando um banco tradicional, a responsabilidade é compartilhada entre você e a empresa. Perdeu o cartão, notou alguma transição estranha ou qualquer outro problema? Existe toda uma instituição, número do SAC e suporte. Mas ao mesmo tempo, você também não sabe como seu dinheiro está sendo movimentado internamente, certo? Mas: e se o banco falir? E se o governo der calote? É difícil pensar que isso é possível, mas quem viveu a Era Collor, sabe do que estamos falando…

Já no caso das criptomoedas, você tem 100% de autonomia sobre o seu dinheiro. Suas transações são registradas em uma rede descentralizada, uma espécie de livro-razão onde tudo que aconteceu com o seu Bitcoin (ou criptomoeda da sua escolha) deixa um rastro permanente e à prova de ataques ou falhas.

Quer dizer… “quase” às prova de falhas. Porque se você por acaso perder a senha da sua carteira digital – ou pior, um ladrão roubá-la – já era: não tem pra quem recorrer.

E onde entra NFT nessa história toda? Bem, ele é a evolução dessa história, e que promete ser uma das maiores revoluções que estamos presenciando nesse momento.  

Depois do Bitcoin, veio o Ethereum. E, apesar de ambas serem criptomoedas, o Ethereum nasce como uma evolução do Bitcoin. Diferente do Bitcoin, que nasceu para ser uma espécie de “ouro das critptomoedas” (finito e que funciona numa lógica de reserva de valor), o Ethereum surge com a vocação de se tornar uma plataforma, aberta para que qualquer um possa realizar transações comerciais e até executar programas de forma automática.

Ou seja, é graças ao Ethereum que artistas podem registrar suas obras como únicas no meio digital (os tais NFT), usando a mesma tecnologia que o Bitcoin (o tal livro-razão chamado blockchain), mas de uma forma muito mais simples e acessível para quem não é um geek da tecnologia ou do mercado financeiro.    

Ainda com a gente? Então, respira, toma um gole de café e vem…

O impacto das criptomoedas no setor artístico

A gente sabe que é muita informação pra processar. Pra falar sobre criptomoedas de uma forma aprofundada, com todos os nuances, precisaríamos criar uma série especial só sobre o tema. Mas vamos colocar então uma lente do entretenimento pra que o assunto fique mais palpável?

O Mike Winkelmann, mais conhecido como Beeple, é um artista que tem um projeto desde 2007 de produzir uma arte digital por dia. Nesse ano, ele resolveu criar uma arte única reunindo todos esses desenhos, mais de 5.000, em uma obra intitulada “Everyday”.

E o que ele fez? Abriu um leilão pra vender essa arte em NFT – e faturou US$ 69,3 milhões! Com isso, essa se tornou a terceira obra de arte mais cara de um artista vivo na história!

Tudo isso negociado digitalmente, sem a entrega física da obra. Pode até assustar, né? sem dúvidas, uma revolução.É principalmente um salto pra quem produz arte digital. Se antes só o “clássico” era prestigiado, o NFT vem pra causar essa disrupção. 

O segundo NFT mais caro do mundo é o CryptoPunk #7804 (U$7,5 milhões). O porquê desse código? É a identificação de uma série de personagens colecionáveis! Existem 10 mil deles, a maioria humanos, mas também conta com zumbis, primatas e aliens.

Esse exemplo representa muito a valorização do que é único e intransferível. As pessoas estão pagando pelo o que é exclusivo e único. Mas vai muito além disso: o que está em jogo é o valor intangível. 

Quanto alguém pagaria para ter um tênis virtual só seu? Talvez você se questione agora, mas em um futuro próximo, em que nossa vida será cada vez mais digital, com a possibilidade de termos um avatar 3D para uma realidade virtual acessível com apenas um toque no seu óculos inteligente, talvez você queira caprichar no seu look ao participar da próxima festa no metaverso da galera. E você vai precisar de uma moeda digital pra isso.

O que está sendo feito nesse instante em que você lê esse artigo, é o início de um círculo sócio-econômico-cultural em volta do NFT, de pessoas que admiram a arte e querem pagar por ela, e o artista é beneficiado diretamente. A arte é transgressora e tem inovação em sua essência, e o mercado de criptomoedas vem pra aflorar esse aspecto.  

E, como você sabe, a arte é onde surgem algumas das principais inovações do ser humano. Foi a partir dos desenhos nas cavernas, que o homem começou a se expressar. Se o NFT pode parecer estranho para você, imagine para aquele colega da tribo que viu pela primeira vez bisões, javalis e leões desenhados numa parede? 

Ufa… Melhor pararmos por aqui, né? Já viu que esse tema vai longe…Mas já deu pra imaginar o que ainda vem por aí no futuro onde as realidades são cada vez mais misturadas.

Aguardemos cenas dos próximos capítulos.

Que tal continuar esse papo no øclb comunidade?
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