Show de drones olimpíadas 2021

olimpíadas 2021: marcas, tecnologia e o saldo da experiência

É verdade que a gente tava com o pé atrás dizendo que não ia acompanhar, mas quando começou não deu outra: só se falou em Olimpíadas. 

Para quem tava aqui no Brasil foi uma verdadeira maratona, horas de sono perdidas para acompanhar a competição madrugada adentro!

A gente fez uma cápsula lá no comecinho desse megaevento para falar sobre sua preparação, agora voltamos com um resumo do que mais nos chamou a atenção nos jogos de Tóquio.

Sucesso no controle da covid-19, a Olimpíada mais tecnológica da história, experiências de marca, o alto preço da realização do evento e muitos, mas muitos memes! 

Bolha anti-covid deu certo na vila olímpica

Era de se esperar que a cerimônia de abertura contasse com um número reduzido de pessoas, mas algumas delegações apareceram com MUITOS atletas (hola, hermanos!). 

O Brasil chegou na humildade, com apenas Bruninho e Ketleyn Quadros desfilando e de chinelo no pé. O motivo? O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) queria reduzir o risco de contaminação por Covid-19 entre os atletas. 

O atleta de vôlei Lucão também ganhou todos os elogios da internet por jogar o tempo todo de máscara. Orgulho da OMS que fala, né?

E esse respeito às normas de segurança e adoção de protocolos bem mais rígidos que os indicados pelo COI deu certo: O COB celebrou zero casos de covid do Brasil durante as olimpíadas!

Quem diria que com o caos na saúde que vivemos no Brasil, seríamos exemplo de comportamento durante a pandemia em um evento mundial, né?

O COB ressaltou a importância da vacinação e revelou que 96% dos atletas tomaram pelo menos a primeira dose, e 82% já estavam completamente imunizados. Foram poucos os que decidiram não se vacinar, mesmo tendo a oportunidade (que papelão, hein?).

No saldo geral dos números da covid-19 nas olimpíadas, dá para dizer que o evento conseguiu manter o controle. Em um megaevento dessas proporções, isso significa um baita sucesso! 

Com mais de 50 mil pessoas envolvidas, houve o registro de pouco mais de 400 casos positivos. 600 mil testes foram realizados e a taxa de contaminação ficou abaixo de 1%.

Apesar do Japão estar ainda em estado de emergência, parece que as restrições rigorosas da vila olímpica mantiveram o evento em uma bolha de proteção.

A Olimpíada mais tecnológica da história

O Japão é uma referência em tecnologia. Em uma olimpíada marcada pela privação do contato social, não poderia existir país melhor para recebê-la. Os japoneses deram show de inovação para aproximar atletas do público e também encantar o mundo com soluções de última geração.

Na cerimônia de abertura já tivemos um gostinho do que é um evento sediado na terra do sol nascente, com o incrível show de drones que simulou o globo terrestre no céu!

A pista da arena do atletismo também deu o que falar. Isso porque a superfície deu ganho de cerca de 1% a 2% no desempenho dos atletas. Andrea Vallauri, responsável por projetar a pista, disse que a vantagem era a “absorção de choque e algum retorno de energia; ao mesmo tempo, um efeito trampolim”. E foi mesmo um sucesso: muitos recordes olímpicos foram quebrados!

Ainda na mesma modalidade, rolou a polêmica das sapatilhas extraleves, inicialmente desenvolvidas pela Nike. Elas têm uma camada de espuma que dá uma sensação de impulso na largada, coisa que foi considerada como um dopping tecnológico por algumas pessoas (Usain Bolt foi um dos que criticou). Já outras, consideram uma inovação bem-vinda em um esporte que estava estagnado.

Participar de uma competição já envolve uma grande pressão, sem público e longe dos familiares fica ainda mais difícil. O Japão deu um jeitinho de minimizar essa falta. A área de telas era um local que o atleta passava logo depois de competir e podia conversar por vídeo chamada por até 1 minuto com 5 telas que mostravam amigos, familiares e quem mais estava na torcida.

Outras invenções que roubaram a cena foram  tecnologias da Toyota: o carrinho gandula dos jogos de Rugbi, o ônibus autônomo que fazia o transporte dos atletas e o robô que fazia cestas de 3 pontos no intervalo do basquete.

E claro, a grande novidade dessas olimpíadas foi o uso da tecnologia 5G, que elevou o nível das experiências por lá.

As redes sociais bombaram

Falando em 5G, os atletas aproveitaram muito essa boa conexão para se conectarem com os fãs e mostrarem os bastidores do que tava rolando nas olimpíadas. 

Douglas Souza, jogador da seleção de vôlei, foi um dos queridinhos da internet. Assistir aos stories espontâneos do jogador viraram quase que uma rotina para muita gente. E quem se beneficiou muito disso foi Pabllo Vittar, que sempre tinha suas músicas cantadas por ele.

O engajamento foi tão grande, que o DJ dos jogos de vôlei notou o Douglas e passou a tocar Zap Zum, da Pablo, nas partidas. A música também voltou a aparecer entre as 200 mais tocadas no streaming do Brasil.

Outro indicador de sucesso foi o aumento de 165% no volume diário de tweets em função das olimpíadas. 

Rayssa Leal, a fadinha brasileira, foi a atleta mais citada do MUNDO durante os Jogos de Tóquio! Na frente até de Simone Biles, que aparece em 2º lugar.

A internet realmente não poupou criatividade nos memes. Entre os mais famosos, toda uma nação se pegar torcendo para que criancinhas japonesas caíssem do skate para garantir o Brasil no pódio… olha, nas próximas Olimpíadas, se rolar competição de memes, o Brasil leva tudo que é ouro!

Ativação de marcas nas olimpíadas

Se você assistiu as olimpíadas, deve ter reparado que não existiam placas de publicidade nas transmissões, isso porque o COI impôs várias restrições

O motivo é justo: dar mais destaque aos próprios atletas.

Mas é claro que as marcas dariam um jeitinho de participar desse evento. Como já citamos aqui, a Havaianas esteve nos pés dos brasileiros na cerimônia de abertura (assiste esse vídeo sobre os bastidores na produção) e a Toyota deu um show de tecnologia.

Outra campanha que destacamos é a do Airbnb, que ofereceu 200 maneiras de experimentar as olimpíadas, em experiências online e presenciais.

Nessa parceria, o ex-atleta olímpico Scottie Pippen cedeu sua casa para 3 estadias, os sortudos tiveram direito a uma saudação virtual dele, acesso à sua quadra de basquete e assistir a transmissão dos jogos da modalidade em seu home theater.

Com relação ao patrocínio dos atletas brasileiros, o COB decidiu que cada modalidade poderia competir usando uniformes das marcas escolhidas por elas. Por exemplo: A Nike patrocinou o Skate, a Asics o vôlei, a Speedo a natação…

Em contrapartida, para circular pela vila olímpica, participar das cerimônias de abertura e encerramento e subir no pódio, existia a obrigação de usar os uniformes da Peak, marca chinesa que é a fornecedora oficial do COB.

E essa foi a última fofoca dessa maratona olímpica, a seleção brasileira de futebol masculino descumpriu esse acordo e subiu ao pódio sem estar uniformizada corretamente. Teve rixa entre o COB e a CBF e atletas manifestando seu repúdio no twitter

País ficou na dívida

E apesar de todo o aparente sucesso nas olimpíadas, infelizmente o Japão apostou alto nessa edição e acabou saindo perdendo.

Estima-se que essa tenha sido a olimpíada mais cara da história, com um investimento de cerca de US$ 26,3 bilhões, dinheiro que não retornou para o país em função do contexto em que o evento foi realizado.

Sem público, a indústria do turismo não viu um centavo de retorno. Hotéis, restaurantes e estádios vazios.

E a divulgação desses valores exorbitantes só acendeu mais a insatisfação da população japonesa, que pagou indiretamente por esse evento durante anos e nesse momento preferia ter essa verba destinada para a saúde.

Para nós e o resto do mundo, as Olimpíadas foram o maior evento-teste já realizado e que, felizmente, passou na prova da anti-contaminação. Sinal de que os próximos mega-eventos também estão voltando, é só uma questão de tempo, cuidado e responsabilidade. 

Já dá pra gente começar a falar sobre a Copa do Mundo de 2022?

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