Que será do amanhã? realidade virtual e aumentada

De repente você tá sofrendo com a internet discada da sua casa e acorda com o metaverso batendo na porta!

A tecnologia evoluiu rapidamente nos últimos anos e trouxe coisas que eram inimagináveis até pouquíssimo tempo atrás.

Uma dessas inovações são as chamadas realidade virtual e aumentada. Sabe quando você olha pra alguma coisa e pensa: “isso é muito black mirror”. É possível que elas tenham o dedinho dessas tecnologias.

Muita calma nessa hora. Bora traduzir essa parada pro nosso bom português antes de qualquer coisa? 

Realidade virtual (VR) é tudo aquilo que a gente vê através  de um óculos e passa a experienciar um lugar que não estamos fisicamente

Realidade aumentada (AR) já é aquilo que promove a interação entre o mundo físico e o digital. Por exemplo, você aponta seu celular pra um lugar e acessa algo que vai complementar a sua experiência. Filtros do instagram ou o  jogo Pokemon Go se enquadram nessa categoria.

O Facebook é uma das empresas que mais tem investido nessas tecnologias nos últimos tempos. Inclusive, eles lançaram um relatório com dados super interessantes que geram insights sobre o futuro da sociedade com apoio nessas inovações.

E para onde eles estão olhando, vale a pena prestarmos atenção por aqui também.

Se liga em alguns números importantes: pesquisas por conteúdo relacionado com AR e VR aumentaram 44% na rede social, e a participação em grupos que falam sobre esses temas cresceu 74% (dados do Facebook com base na busca por palavras-chave de janeiro de 2019 a dezembro de 2020).

E uma coisa muito legal que eles dizem é sobre como essa tecnologia vai se tornar cada vez mais “invisível”. Isso é, ela vai se tornar tão intuitiva que vai fazer com que a gente se conecte com as pessoas e experiências de uma forma mais fluida e com menos distrações – integrando a tecnologia de uma forma muito natural na nossa rotina! Se você pensou por aí na volta dos smartglasses, tá no caminho certo…

Se a gente ainda tinha aquela ideia (ou medo) de que todo mundo vai virar robô no futuro, o Facebook traz a expectativa de uma relação muito mais humanizada com a tecnologia. Torcemos pra essa utopia acontecer, né?

Melhor do que falar é ver na prática. 

A Traveling While Black, por exemplo,  proporciona uma experiência imersiva em realidade virtual que busca fazer um exercício de empatia. O espectador viaja por uma longa história de restrições pra população negra norte-americana até chegar na criação de espaços seguros. Uma baita aula sobre desigualdade e racismo institucional!

Na saúde, o uso desse tipo de tecnologia pode ser revolucionário. Um residente de cirurgia vai poder alavancar seu aprendizado com experiências de treinamentos cirúrgicos em realidade virtual. Isso já rolou em um estudo da Johnson & Johhson e o resultado foi super positivo!

Imagina também o potencial de transformação dessas tecnologias na educação?

Um exemplo é a NubianVR, empresa de inovação com sede em Gana e que faz um trabalho com realidade virtual pra contornar as barreiras físicas que impedem crianças e jovens de terem uma educação de qualidade. 

Outra funcionalidade que pode ajudar muito na assimilação do conhecimento é o fato de que ao invés de só “imaginar”, sendo forçados a pensar de forma abstrata em muitas coisas difíceis de entender, os estudantes poderão “voltar no tempo” e “vivenciar”, literalmente ver com os próprios olhos, períodos históricos distintos, animais extintos, sociedades antigas e diferentes países e realidades ao redor do mundo.

Obviamente, as marcas também não tão marcando bobeira. O varejo é uma das áreas que mais podem se beneficiar demais com a integração dessas tecnologias.

A Ikea, por exemplo, é uma das maiores lojas de móveis e decoração nos EUA e Europa. Apostou na realidade aumentada pra permitir que os clientes visualizem o cômodo antes de realizarem suas compras. Dá pra ver tudo: como vai ficar cada móvel, a pintura, iluminação etc. 

No entretenimento, a plataforma Sensorium Galaxy promete impulsionar as experiências imersivas de uma forma nunca vista antes. Com o seu próprio metaverso criado, intitulado Prism, a plataforma vai receber o show do Eric Prydz, David Guetta e Carl Cox em realidade virtual. 

Tá passada? É coisa à beça pra assimilar, né? Pra fechar a série de exemplos: se existe a máxima de que “o céu é o limite”, essas novas tecnologias chegam pra fazer isso cair por terra.

A SpaceVR é uma empresa que utiliza tanques de flutuação e fones que usam realidade virtual pra fazer a pessoa dar um rolezinho pelo espaço! Nessa experiência, simula-se a gravidade zero e o que os astronautas chamam de “overview effect” (visão panorâmica). WOW!

Agora botando os pezinhos de volta na terra. É claro que o uso dessas tecnologias de uma forma abrangente e em escala  mundial é ainda uma realidade um pouco distante. Existem várias barreiras de acesso, principalmente em países emergentes, que não podem ser ignoradas.

Mas esse é com certeza um mercado em ascensão e os exemplos fazem a gente enxergar um futuro de muitas possibilidades tanto pro entretenimento quanto pra sociedade de uma maneira geral.

Inclusive, algumas respostas para problemáticas sociais também podem surgir com essas tecnologias. Basta um compromisso sério com a pauta de inclusão. 
E se você quiser continuar essa leitura, recomendamos a cápsula sobre acessibilidade em eventos. Tudo está interligado, e estamos aqui pra ajudar a conectar os pontos. Vamos juntes?

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