surfando no metaverso: as marcas que estão tirando onda

Não tem jeito não, o assunto do momento é o tal do metaverso! Não é à toa que o tio Mark já até tratou de mudar o nome do Facebook. “Meta” foi o novo nome escolhido, na intenção de se apresentar pro mundo como uma empresa fornecedora das tecnologias mais profundas (e, cá pra nós, desviar as polêmicas e os danos à marca do FB desde que o Washington Post revelou o Facebook Papers).     

Polêmicas sobre o Facebook à parte, o que seria esse tal de “metaverso”? Segundo o wikipedia, a terminologia indica “um tipo de mundo virtual que tenta replicar a realidade através de dispositivos digitais. É um espaço coletivo e virtual compartilhado, constituído pela soma de realidade virtual, realidade aumentada e internet”.

Deu para sacar? Se ficou complicado, lembre dos games, já que essa é a representação perfeita de um espaço que só é acessado virtualmente e que muitas vezes tenta reproduzir algo da “vida real”. No Minecraft, por exemplo, já se organizam aniversários, festas, reuniões de trabalho e até velórios.

Agora que você já conhece o conceito, bora ver na prática como artistas e marcas de diferentes segmentos estão explorando esse metaverso? Se liga:

Música e entretenimento

É impossível falar de metaverso sem lembrar das lives icônicas de artistas que aconteceram dentro dos jogos.

O show do rapper Lil Nas X na plataforma gamer Roblox foi acessado 33 milhões de vezes, ele aproveitou para lançar um novo single, Holiday, por lá. Para entrar no clima do feriado de final de ano, teve muito efeito natalino e até o cantor surgindo como um Papai Noel futurista

Já o show do Travis Scott no Fortnite teve um pico de 12 milhões de usuários de forma simultânea. Com o tema “Astronomical”, a ideia era mesmo as pessoas vivenciarem algo de outro mundo, uma ilha cheia de efeitos visuais.

Ariana Grande também resolveu se aventurar no metaverso dos jogos. Em um cenário virtual totalmente personalizado, tinha um jardim neon, batalha áreas com lhamas voadoras, rastros de glitter pelo céu… tudo isso com a galera com o look certo pro evento, foram disponibilizados skins (roupas pro avatar) para quem quisesse entrar no estilo da cantora.

Saindo da música, o NBA House Digital 2021 foi um metaverso criado para os fãs de basquete. Além de ter shows, como o do Emicida, também rolaram bate-papos com as lendas do esporte.

E não faltou interatividade com os jogos criados para esse metaverso – a máquina de arremessos fez o maior sucesso! O melhor: o placar rendia NBA Coins, dava para trocar por acessórios e roupas na NBA Store 3D e também garantir ingressos para eventos ao vivo.

Oportunidades para a moda

The Fabricant é uma casa de alta costura exclusivamente digital. O objetivo é mostrar que uma roupa não precisa ser física para existir. Babado: a marca já vendeu um vestido digital por US $ 9.500 em 2019 e trabalhou com grandes marcas como Adidas, Puma e Tommy Hilfiger.

Acha loucura pagar esse valor exorbitante em uma roupa que você só pode vestir em um avatar? Então você vai se surpreender ainda mais ao saber que não é um caso isolado.

A Gucci vendeu uma bolsa digital no game Roblox por mais de US $ 4.000. E o Aglet é um jogo para o celular onde os usuários podem comprar tênis raros de marcas, como Chanel, Nike e Balenciaga. Sabe quanto foi a bagatela que uma pessoa gastou por lá? US$ 15.000 em artigos totalmente virtuais!

Roupas semi-digitais também já existem. Uma marca ucraniana criou peças de roupa que à primeira vista seriam moletons comuns, mas ao apontar uma câmera elas viram uma animação 3D. A realidade aumentada permite que essas peças basiquinhas ganhem características super diferentes a lá obras de arte.

Parece loucura (o que não é hoje em dia?), mas as pessoas estão valorizando cada vez mais os bens digitais, é só reparar na febre dos NFTs. E qual a pira de comprar coisas que você não vai vestir no mundo real? Bem, pensa só, você não se arruma de determinada maneira para passar alguma impressão? O mesmo acontece no online, as pessoas buscam através desses itens uma forma de auto-expressão, ou mesmo status, vamos ser sinceros, né?

Experiências de marcas

Ifood entrou para o GTA para promover uma experiência inédita. Jogadores podem “atuar” como entregadores delivery, cada entrega é uma missão que permite acumular pontos para usar dentro do jogo, construir reputação e até trocar por cupons de desconto válidos de verdade no app.

A Vans é uma marca de tênis, roupas e acessórios, mas preferiu não focar nos produtos em si no seu mergulho no metaverso. A marca criou o “Vans World”, uma experiência super interativa dentro do Roblox. Na plataforma 3D, os jogadores podem treinar manobras de skates, em cenários como Londres e Califórnia, locais em que a marca realmente está inserida.

Mas claro, skate e moda se misturam nessa experiência. Um customizador de calçados Vans permite que os fãs criem como quiserem, também tem uma loja para construir uma prancha diferentona.

Quem também apostou no Roblox foi a queridinha Netflix. Para manter os fãs de Stranger Things ainda mais conectados com a série, a gigante do streaming fez uma parceria com o game e criou uma um shopping dos anos 80 (local central da 3ª temporada).

São 4 jogos diferentes para o fã completar missões e personalizar seu avatar com roupas e acessórios da série.

As possibilidades de ativações e diferentes criações no metaverso são muitas. Você está preparado(a) para esse futuro que já está batendo na nossa porta?

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