Em 2026, a SP House no SXSW Austin ganha um novo capítulo na nossa história como curadores da maior ativação da maior delegação internacional de participantes do festival.
É um ano de muitos marcos pro South by Southwest e pra gente.
Afinal, a história do oclb se confunde com a do próprio evento.
Foi para o South by Southwest que viajamos quando criamos a marca oclb e também quando passamos a viver como nômades digitais (em março, celebramos 9 anos!).
O SXSW também foi – e continua sendo – o principal destino dos participantes do oclb journey. Desde 2018 guiamos a jornada de centenas de pessoas para esse festival.
Também foi graças ao SXSW que nos conectamos com alguns dos nossos clientes (Itaú e Globo, por exemplo), e é lá que, desde 2024, somos curadores da São Paulo House.
2026: uma nova SP House
Curar a programação da SP House é um desafio gigante.
Ainda mais nesta sua terceira edição, quando a “casa” vem com um novo endereço, o dobro de tamanho e uma nova configuração de palcos (Ideas Stage, Business Stage e Music Stage).
Pensar na curadoria de um espaço como a SP House é conciliar interesses de muitas partes: da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de SP e da Invest SP (idealizadoras do projeto), de patrocinadores e parceiros (Toyota, Fundação Itaú, Globo) e da comunidade de participantes do SXSW, tanto os brasileiros como a própria produção e demais delegações internacionais envolvidas no festival.
Como montar esse quebra-cabeças? Como pensar a curadoria de eventos complexos?
Pra SP House, dividimos esse processo em 5 movimentos:
1. Definição de um tema
Antes de tudo, definir um tema é colocar em poucas palavras a história que o evento deseja contar.
Não que seja obrigatório para todo tipo de evento, mas neste caso ele nos ajuda a orientar a mensagem principal que buscamos trabalhar em todos os conteúdos da casa.
Este ano, ele se traduz em Now Over Next (NON) – um olhar pra inovação no presente.
2. Definição das trilhas de programação (ou tracks)
Esses são os assuntos-chave que norteiam cada conteúdo da grade. Para esta edição, são quatro tracks: tecnologia & inovação; criatividade & marketing; ESG & impacto social; cultura & arte.
As tracks funcionam como filtros para nos mantermos fiéis à história que queremos contar, além de ajudar no equilíbrio da intenção do evento com os interesses das partes envolvidas – realizadores, patrocinadores e público.
3. Definição de premissas da programação
Premissas incluem formatos dos conteúdos (painéis, apresentações, pitchs, rodadas de negócios etc), horários da grade e duração (e o limite de participantes por tempo), que tipo de conteúdo se encaixa com cada palco etc.
Estabelecer critérios limita as possibilidades e ajuda a manter a coerência da narrativa que propomos com o tema. São elas que garantem que cada slot na programação exista por um motivo.
4. Construção coletiva
A curadoria da SP House é feita em time.
Parte SRCOM, parte oclb e parte – novidade de 2026 – do squad de curadores.
Este ano temos a honra de coordenar um dream team de colaboradores, divididos por especialização nas tracks: Simone Kliass e Ronaldo Lemos em Tech & Innovation, Dilma Campos e Gustavo Pacete em Creativity & Marketing, Luciane Coutinho e Jandaraci Araujo em ESG & Impact, e Caire Aoas e Aninha de Fátima em Culture & Arts.
Contamos mais neste vídeo compartilhado nas redes da casa.
5. Espaços intencionais para descobertas
Outra novidade de 2026 foi o programa SP Voices. A iniciativa em parceria com a Fundação Itaú abriu a possibilidade de qualquer pessoa submeter a sua ideia para participar da SP House.
É um esforço para criar espaço pra projetos e vozes ainda mais inovadoras e diversas à programação. Curadoria é escolha, mas também é escuta.
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Tá chegando a hora e, em breve, no site da SP House será divulgada a grade completa dos palcos da ativação.
Para não estragar a surpresa, não vamos dar spoilers… mas uma informação podemos adiantar: a programação da terceira edição da SP House será a maior e a mais potente de todas, incluindo alguns dos speakers mais renomados do próprio South By.
Nos vemos em Austin com oclb journey.