Essa Cápsula só poderia ter um assunto: experiências de marca na Copa do Mundo da FIFA. E não é pra menos.
Poucos eventos mobilizam tantas pessoas e tantas marcas ao mesmo tempo quanto uma Copa do Mundo.
Esse período é um prato cheio pra designers de experiências olharem para os lados e buscarem novas referências em diferentes cantos do mundo.
Para ajudar nesse benchmarking, reunimos alguns dos cases que mais chamaram nossa atenção e que podem inspirar seus próximos projetos.
Casas autorais são a nova fanzone: Casa CazéTV e Brahma Arena Nº1
Não é uma exclusividade desta Copa ver marcas criando espaços autorais, mas o formato segue se reinventando.
Dois dos principais cases globais são nossos.
Primeiro, a Casa CazéTV, com sedes no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Uma experiência que propõe uma inversão: “não é um evento físico que ganha transmissão digital. É uma comunidade digital que ganhou uma interação também no espaço físico.”, como nos contou o Diretor de Arquitetura do projeto, .
Contamos mais sobre o projeto aqui (e também tem resumo no feed do Instagram).
Já a Brahma resolveu olhar para além do eixo Rio-São Paulo e estabeleceu sua Arena Nº1 em outras cinco capitais nacionais: Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre, Goiânia e Recife. Eles prometem entregar a “maior watch party já realizada em solo nacional”, mas além dos jogos apostam também em shows de grandes nomes nacionais.
A arte dos filmes conceito está de volta
Principalmente no aquecimento pra Copa, as marcas se esforçaram para criar curta-metragens capazes de gerar conversa ao reunir elencos all stars que até mesmo a IA teria dificuldade de escalar.
A Adidas foi uma das primeiras, convocando Timothée Chalamet, Bad Bunny, Messi, Zidane, Lamine Yamal e mais para o filme Backyard Legends.
A Nike foi ainda mais longe e reuniu praticamente todos os grandes atletas e personalidades patrocinados pela marca, como Vini Jr., Lebron James e Kim Kardashian pro Rip The Script.
No Brasil, a Brahma também fez um filme emocionante com Ronaldinho e o técnico Ancelotti pra avisar que está liberado acreditar. Aliás, é a que soma mais visualizações entre as três nas redes sociais.
O mais interessante é a proposta de vídeos longos, todos com mais de cinco minutos, e feitos para circular nas redes sociais que tanto dizem apostar em vídeos curtos. Funcionou.
A experiência para os fãs de coração grande

Quem não se pegou torcendo pro Vozinha e a seleção de Cabo Verde que atire a primeira pedra.
Não é só a gente. Uma pesquisa no Canadá apontou que 43% das pessoas no país torcem para outra seleção além da nacional.
Pensando nisso, a FanDuel lançou cachecóis de dois lados, um com a bandeira do Canadá e o outro com a bandeira de qualquer uma das outras 47 seleções participantes.
Pra nossa sorte, 18% dos torcedores planejam torcer também pelo Brasil. Quanto mais gente acreditando, melhor.
A solução da Noblex para quem foi impedido de ir à Copa
Uma marca argentina resolveu transformar um momento delicado em ativação.
A Noblex resolveu consolar os fãs que tiveram o visto negado para a Copa.
Funcionou assim: as primeiras 100 pessoas que apareceram no escritório da empresa em Buenos Aires com uma carta oficial de rejeição de visto americano ou canadense (emitida entre 1° de janeiro e 10 de junho de 2026) saíram com uma TV de graça.
A marca sempre aposta em experiências inusitadas e essa, com certeza, foi uma dessas.
Reinventando os colecionáveis
Você deve ter visto a febre do álbum de figurinhas voltar.
Com mais de 980 figurinhas, essa é a maior coleção da história e também a mais cara, com valor estimado entre R$ 4 mil a R$7 mil para completar.
E as marcas entraram nessa, claro. O iFood agora tem o recorde de maior troca de figurinha da história, em um evento realizado em São Paulo. O McDonalds lançou um combo com figurinhas que conta com uma exclusiva no pacote. A Coca-Cola criou figurinhas próprias, escondidas nos rótulos da bebida, e com uma página para completar no álbum oficial.
Fora a febre das figurinhas personalizadas, em ativações como do Google Gemini no Web Summit.

Mas nem só de figurinhas se faz uma Copa.
O Bank of America, por exemplo, apostou em pulseiras – bem no clima da Taylor Swift. Foram produzidas 2 milhões de pulseiras colecionáveis com 140 miçangas únicas, distribuídas de graça em todos os 11 estádios-sede dos EUA e em fan fests oficiais.
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E olha que a Copa ainda vai longe…
Tem muito jogo pela frente, mas também muitas ativações, experiências e ideias interessantes para acompanhar.
Você viu alguma além dessas que te chamou a atenção? Conta pra gente no Instagram @_oclb.