A Casa CazéTV está chegando.
Não é todo dia que o maior canal de esportes do YouTube brasileiro – que nasceu no quarto de um streamer – se transforma em uma mega ativação.
A CazéTV está prestes a fechar um ciclo: começou com a transmissão da Copa do Mundo 2022 e agora se prepara para receber a próxima com espaços inéditos no Parque Villa Lobos em São Paulo e no Pier Mauá no Rio de Janeiro.
Como traduzir a experiência das transmissões para a vida real?
Conversamos com Henrique Guerra, Diretor Executivo de Arquitetura da tm1, que assina este projeto, para conhecer os bastidores da novíssima Casa CazéTV.
Casa CazéTV: criando uma experiência sem precedentes
Qualquer experience designer ganha muito ao observar uma experiência que inaugura precedentes.
Com mais de um ano de planejamento, o projeto começou como “Arena CazéTV”, mas logo ganhou um rumo menos tradicional para imprimir o DNA da marca.
Sempre com o espírito de vanguarda, a Casa CazéTV marca a estreia de um projeto de transmissão presencial de uma Copa do Mundo por um canal de YouTube.
Quando um dos passos básicos do planejamento é olhar pra fora e entender o mercado, criar uma experiência inédita exige mudar a lógica de referência. Aqui, “o ponto de partida não foram outros eventos físicos, e sim o próprio YouTube”.
Uma pergunta guiou todas as decisões do projeto: “qual é o jeito CazéTV de fazer as coisas?”.
Sair da ideia de “arena” para “casa” e usar essa pergunta como referência contínua, “redefiniu arquitetura, jornada e ativações. A versão final é menos evento formal e mais materialização física da comunidade digital. Um espaço irreverente, descontraído, alto-astral. É o lugar para as pessoas viverem experiências com leveza e humor, característico da própria CazéTV”, contou Henrique.
Apostar em espaços “quase na escala de um estádio” também é uma forma de tradução do enorme impacto digital da CazéTV, que já chegou a ultrapassar 6 milhões de espectadores simultâneos ao vivo.
Como engajar o chat quando ele vira arquibancada?
“A ideia é que ninguém “saia” do universo CazéTV. Você atravessa a tela, mas continua dentro da comunidade. Quem está na Casa continua usando o celular, continua comentando, continua aparecendo no chat. E quem está em casa também sente a Casa. A plateia, o barulho, as ativações, a energia entram na transmissão”.
Criar esse universo contínuo também é um baita desafio.
Tanto para quem acompanha pelo YouTube, quanto para quem deve passar, em média, de 4 a 6 horas vivendo a experiência presencial.
Para garantir essa retenção, a jornada é desenhada pra que a pessoa “circule entre os ambientes, assista aos jogos em diferentes pontos, participe das ativações, produza conteúdo, encontre amigos, volte para a transmissão”.

E tudo é ativado nesse sentido. O chat, por exemplo, já começa na fila, projetado em telões. “O túnel de LED simboliza literalmente atravessar a tela do celular”, segundo o spoiler do Henrique.
Além disso, há esforços pra participação ativa, como espaços onde o público pode narrar, participar de podcast e gerar conteúdo. “A proposta é dar ferramentas para que as pessoas vivam ali o que já acompanham online”, completa.
“É uma inversão interessante: não é um evento físico que ganha transmissão digital. É uma comunidade digital que ganhou uma interação também no espaço físico.”
Como manter a coerência de uma experiência feita por múltiplas mãos?
Ainda mais complexo que atender às expectativas do público, é cumprir também com os desejos e diretrizes de players como a FIFA ou outros parceiros da Casa.
Tudo isso sem abrir mão desse “jeito CazéTV” de fazer o projeto.
Estão confirmados seis patrocinadores por enquanto: Adidas, Coca-Cola, Hellmann’s, iFood, Mercado Livre e YouTube.
Henrique conta que esse foi um ponto de atenção desde o começo e detalhou pra gente como foi este processo:
“Em grandes eventos, é comum que o conceito central se perca quando entram muitas cotas e ativações diferentes. Nosso cuidado foi garantir que a CazéTV fosse o fio condutor da experiência.
As marcas patrocinadoras entram para fortalecer a jornada, não para competir entre si ou com a própria Casa. A implantação dos espaços foi pensada para manter fluidez e coerência. Criamos diretrizes claras e um manual do espaço justamente para orientar essa integração. Em muitos casos, as marcas optaram por desenvolver seus ambientes junto com a gente, para preservar unidade e identidade.
Claro que existem exigências técnicas da FIFA e dos parceiros, mas o filtro sempre foi o mesmo: isso conversa com “o nosso jeito” de fazer as coisas da CazéTV? Se fortalece a experiência da Casa, entra. Se não, a gente ajusta.”
É a prova de que premissas bem estabelecidas já são meio caminho andado para garantir consistência (e menos estresse), principalmente em projetos construídos por muitas mãos.
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A Casa CazéTV estará aberta entre junho e julho em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Mais informações lá no Instagram @casacazetv.
Menos de 60 dias pra Copa do Mundo, começou a contagem regressiva.
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