Você, que acompanha a cápsula, já sabe: um festival é indissociável do lugar onde acontece.
Mesmo no caso de franquias, do Tomorrowland ao Primavera Sound, do Web Summit a South Summit, é interessante observar como cada lugar influencia a experiência deste ou daquele festival.
Foi por isso que, desde que o SXSW London foi lançado em 2025, fizemos questão de nos programarmos para estar lá.
Não apenas porque esse é um dos festivais que mais admiramos.
Tampouco porque temos diversos projetos relacionados a esse festival (oclb journey, SP House, Globo, Itaú etc).
Mas sim – e principalmente – porque Londres é uma das nossas top 3 cidades favoritas do mundo.
Também, porque o governo de Londres, segundo o relatório London Growth Plan, colocou a economia das experiências como um pilar central do motor econômico de crescimento da capital, com um compromisso de investir até 10 bilhões de Libras (70 bilhões de Reais) neste setor na próxima década.
Londres é a capital europeia das experiências
Londres é berço de alguns dos melhores museus do mundo, mas também de experiências imersivas de ponta como o Abba Voyage (que estivemos no ano passado), galerias de arte, teatros e musicais, exposições, casas de shows, clubs e centros culturais.
A gente explica aos interessados em participar dos nossos grupos do oclb journey que Austin é onde tudo começou, é a edição original do SXSW, a maior edição e ainda o melhor festival para quem busca networking com outros brasileiros.
Mas a principal vantagem de sua edição europeia é justamente Londres, uma metrópole histórica que oferece uma variedade de experiências complementares ao South By.
E é sobre algumas dessas experiências que você vai conhecer nessa cápsula.
Experiências Imersivas Complementares ao SXSW
Depois de dois anos participando do SXSW London, podemos cravar que sua edição europeia é um destino bem mais atraente para quem trabalha com marketing de experiências e experience design.
Porque Londres entrega com excelência o “show” de “show & tell”.
Diferente de Austin, cujas experiências mais interessantes são aquelas que fazem parte do festival, em Londres a exploração pela cidade é o que torna esse festival tão especial.
Por exemplo, o SXSW London apresenta uma programação de moda em suas palestras, mas também um desfile, na sua parceria com o Fashion District.
Nossa jornada também teve moda. Começou no museu V&A na exposição Schiaparelli: Fashion Become Art.

Além de conhecer a obra da disruptiva estilista italiana influenciada pelo surrealismo, pudemos observar como o legado de Elsa está mais vivo do que nunca nas mãos e visão de Daniel Roseberry, diretor criativo da Maison desde 2019.
Mais um exemplo: o SXSW convidou o arquiteto e cineasta Liam Young para o primeiro dia do festival, na sessão chamada “Construindo Futuros Com a IA Centrada no Humano”.
O mesmo artista estava em exposição, na semana do evento, no centro cultural Barbican (que só pela sua arquitetura já vale a visita).
Em In Other Worlds, um projeto colaborativo que contou com outros artistas envolvidos em obras como “O Conto de Aia” e “Westworld”, Liam nos apresenta seis mundos futuristas cyberpunks, reimaginados a partir de tecnologias já existentes em nossa sociedade.

A curadoria musical do SXSW London é um espetáculo à parte. Reune dezenas de artistas locais, entre eles muitos nomes da diáspora africana. Um dos destaques deste ano foi o DJ AG. Londrino, de descendência jamaicana e talentoso seletor musical, AG ganhou o prêmio Londrino do Ano pela Time Out por sua contribuição à vida cultural da cidade.
DJ AG tocou no SXSW London como costuma fazer em seus famosos streamings: ao vivo e ao ar livre, reunindo convidados especiais e uma roda de fãs e participantes do festival.
Ver o DJ ao vivo já é uma experiência, mas para entender melhor a sua relevância na cena inglesa, nada melhor que ter participado da exposição Music Is Black: A British Story.

Além de apresentar um extenso mapa de ritmos, gêneros e artistas, essa exposição, realizada em parceria com a Sennheiser, distribuía fones de ouvido da marca aos participantes. A cada sala, cada obra, cada movimento entre um lugar e outro, uma trilha sonora diferente era tocada graças à tecnologia RFID.
Uma experiência imersiva audiovisual inesquecível!
Experiência também é conteúdo
O que a gente escuta nas palestras é conteúdo. Mas o que a gente vive enquanto experiência também é.
Experiências imersivas como as citadas neste artigo transformam emoções em memórias. Memórias em repertório. Repertório em reflexão. Reflexão em conhecimento.
Ainda temos muito(oo) a refletir a partir dessas e outras experiências vividas nessa segunda edição do SXSW London. E olha que nem começamos a falar do festival…
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