Eventos híbridos: o que são e aprendizados de quem já fez

Que a pandemia foi um baque pro setor do entretenimento, isso todo mundo sabe. Mas passado o primeiro momento de susto e incertezas, tivemos também uma curva de aprendizado muito acelerada. Novos formatos, narrativas criativas e a aposta em inovação fizeram o show continuar, mas em outros palcos.

Então, se você ainda tá com aquela impressão de que tá tudo parado, talvez você só tenha que ajustar a sua lente. A nostalgia dos abraços, rodinhas na frente do palco, encontros e o olho no olho é muito válida (e sentimos saudades!) . Mas se você se permitir, vai ver que tem uma galera criando experiências sensacionais com a ajudinha da tecnologia.

Não tem como mudar o fato de que o distanciamento social transformou o modo como nos relacionamos. E nessa, o modelo híbrido, que já vinha se apresentando ao mercado aos poucos, assumiu de vez o protagonismo. Muitos eventos embarcaram nesse novo jeito de conectar pessoas, e a realidade híbrida se mostra agora como uma forte tendência pro futuro.

Você provavelmente já participou de um evento híbrido. Mas como esse é um termo ainda em evolução, pra colocar todo mundo na mesma página vamos tentar explicar o são  esses tais de eventos  híbridos.

Um evento híbrido mistura características do presencial e virtual. Nesse formato, ao mesmo tempo que é possível deixar a imaginação rolar solta a fim de promover experiências que só são possíveis a partir da tecnologia, existe também a preocupação em despertar no público conexões com as experiências físicas.

Ou seja, não podemos mais nos encontrar, mas também não aguentamos mais aquelas horas intermináveis e monótonas em uma sala de zoom. O modelo híbrido vem na intenção de fazer o meio de campo. E tem gente fazendo isso de uma forma fantástica!

Pra entender na prática: O festival virtual do Tomorrowland em 2020 ofereceu um tipo de ingresso que incluía o “kit casa”: comidas, bebidas e brindes exclusivos pra acompanhar o evento online. Tinha até caixinha de som personalizada! Tudo pra potencializar a experiência do público.

Já o Burning Man elevou o nível. O festival investiu em uma tecnologia que simulava uma caminhada pelo deserto, e também disponibilizou orientações pra quem quisesse produzir seu próprio boneco (símbolo do evento) em casa, assim a pessoa poderia queimar a sua criação no momento da cerimônia, em um experimento coletivo virtual.

Aqui no Brasil, um dos nossos estudos de casos favoritos foi o do festival de inovação e criatividade curitibano Subtropikal. Em 2020, como forma de manter a chama da sua comunidade de fãs acesa, eles criaram a Maratona Subtropikal, uma programação de atividades para fazer dentro de casa que incluía jantares coletivos e “tarefas”, uma espécie de gincana organizada que todos os participantes tinham hora e dia para cumprir. Todos os participantes da Maratona também receberam em casa um kit especial do festival com brindes e envelopinhos fechados com instruções de quando abrir.

A Maratona do Subtropikal foi a nossa inspiração pra última edição do øclb masterclass. Inspirados nos eventos híbridos, oferecemos uma semana a mais de conteúdos e experiências para quem adquirisse uma inscrição especial. Nela, uma das aulas teve um formato diferente. Escolhemos um episódio de uma série na Netflix que tinha tudo a ver com o tema que iríamos abordar, marcamos um horário pra dar play junto e fomos comentando o estudo de caso ao vivo, via Telegram, com a turma. A galera se amarrou tanto que o papo continuou bem depois do exercício acabar! 

Esses exemplos mostram que existem formas diferentes de promover experiências únicas, especialmente quando consideramos a soma do que pode ser oferecido pelo digital com a força do físico e presencial. 

Para geeks e tech-heads, recursos como  realidade estendida e realidade virtual podem ainda dar um super ugrade na experiência. Mas às vezes o básico pode surpreender! Antes de correr pra usar uma tecnologia de ponta, o que de fato os criadores de experiências devem se questionar é: qual sensação eu quero despertar em quem participar do evento? Como criar conexão com quem tá do outro lado da tela? Como posso entregar o “algo a mais”, sem prejudicar o essencial: alinhar entrega e expectativa? 

Já viu que esse papo dá pano pra manga, né? Vamos  continuar essa conversa? Nos dias 8, 9 e 10 de junho, residentes da 1º comunidade de criadores de experiências do Brasil vão compartilhar suas perspectivas sobre a volta dos eventos. Um dos nossos encontros será justamente para falarmos de mitos, fatos e aprendizados sobre eventos híbridos. Chama a galera e participe!

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