O investimento do momento: compra de direitos autorais

“Se pudesse escolher, entre o bem e mal, ser ou não ser?

Se querer é poder, tem que ir até o final, se quiser vencer”

Leu no ritmo da música? Isso é sinal de que nossos ouvidos já estão bem acostumados com a abertura do Big Brother Brasil. A música faz parte da vinheta do maior reality show do Brasil há muitos anos! Dá pra imaginar o tanto de vezes que ela já foi pro ar?

E se toda vez que ela fosse reproduzida, você lucrasse com isso?

Isso é muito possível. A compra de direitos autorais musicais é uma tendência forte, e aqui no Brasil, o Paulo Ricardo (autor da música) foi um dos primeiros a surfar nessa onda e lucrar com o negócio.

A fintech Hurst Capital, uma das pioneiras nesse tipo de operação no país, fechou um acordo com ele e agora detém os direitos autorais de 590 obras e fonogramas do cantor.

Isso significa que só a empresa vai lucrar com o “play” de cada música? Não! Se você entrar nessa, você também pode receber. É o que é chamado de financiamento coletivo de royalties de direitos autorais.

Funciona assim: a pessoa interessada em investir vai desembolsar uma grana pra entrar nesse crowdfunding. Em troca, a pessoa que investiu vai receber por um período determinado uma porcentagem (o total é dividido entre todos os investidores) dos royalties das músicas toda vez que elas tocarem – seja em plataforma de streaming ou execução pública – depende do acordo.

Vale dizer que parte desse dinheiro inicial investido vai direto pro artista que cedeu seus direitos autorais. 

E é por isso que houve uma maior aderência a essa negociação do ano passado pra cá, já que o artista recebe esse dinheiro de imediato. Uma excelente fonte de renda em um período que o setor do entretenimento sofreu um baque por conta da pandemia, né?

Essa é só uma das possibilidades de investimento no setor musical. Outras duas formas que estão bombando é a compra de catálogos completos de composições e domínio da agenda de shows dos cantores, essas duas ações estão sendo especialmente visadas pelos fundos de investimento!

Na gringa, Bob Dylan já vendeu os direitos autorais de todas as suas músicas por U$$300 milhões! Outros artistas, como Neil Young e Shakira, também já negociaram a venda de parte de seus acervos.

O cantor sertanejo Gusttavo Lima também embarcou nessa. No caso dele, o negócio foi a venda de toda a sua agenda de shows em 2022 pra um fundo de investimentos. Com isso, ele arrecadou modestos R$100 milhões!

Com essa bolada já garantida, quem vai passar a lucrar daqui por diante vai ser o Four Evens, fundo responsável por negociar todos os 192 shows do cantor no próximo ano.

Esses exemplos acima foram só a pontinha do iceberg de uma verdadeira corrida que tem se desenrolado no mercado financeiro pela busca de direitos autorais.

E uma das hipóteses do porquê isso ter se tornado uma tendência é sem dúvidas a potencialização desse negócio através das plataformas de streaming.

Segundo o relatório “Music in the Air”, elaborado pelo banco americano Goldman Sachs, o mercado de streaming concentra hoje 65% das receitas em direitos autorais.

No ano passado, existiam 443 milhões de assinantes de apps como Spotify, Deezer e Apple Music, e a previsão é que até 2030 esse número chegue a 1,2 bilhão de pessoas! Isso pode representar uma movimentação de U$ 131 bilhões por ano até o fim da década.

E de olho nesses números promissores, surgiu a Muzikismo, empresa brasileira determinada a investir em novos modelos de negócios e amplificar a indústria musical. O Luiz Eurico, residente da nossa comunidade øclb, é uma das pessoas que faz parte do time.

A expectativa é que com o primeiro produto de investimento criado seja levantado um fundo de 500 milhões!

Os direitos da música se tornaram uma das classes de ativos financeiros mais atraentes aos investidores e ganharam tração no mercado brasileiro e internacional. Isso porque os royalties musicais criaram um modelo de negócio que une inovação, criatividade, conteúdo e possibilita investimentos de menor risco”. Ponto pra Muzikismo!

É aquela coisa, já tem gente correndo atrás, e quem chega primeiro quase sempre se dá bem, né? Se eu fosse você, ligava o radar pra essa tendência.

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